quinta-feira, 21 de abril de 2011

História da Música: As Bandas de Ituverava



Em 1980 e ao longo da década foi criada e mantida a Banda Marcial Municipal de Ituverava. O prefeito da época José Coimbra trouxe o maestro Ronaldo Falleiros da vizinha cidade de Franca. Em pouco tempo passamos a ser destaque na região e no Estado de São Paulo. No fato vemos a apresentação na cidade de Ribeirão Preto em dia festivo: A apresentação se deu em frente ao Teatro Municipal e do lendário Pingüim, em 1981. Dois anos mais tarde, a banda Ituveravense se apresentou na cidade de São Paulo no dia de aniversário da Capital paulista quando a Secretaria Estadual de Cultura promoveu encontro de Bandas no vale do Anhangabaú. Entre dezenas de bandas, Ituverava voltou com título de vice-campeã. O evento foi televisionando pela TV Record.

Três Movimentos Maçonicos

Abolição, mais um movimento maçônico.






Os maçons, segundo alguns historiadores, no ano de 1800, portanto, oito anos após o trágico final do movimento mineiro, formaram a primeira loja maçônica brasileira que se chamou “União”. Mas, temos dados que em Minas Gerais, ainda no século XVIII já teríamos dito a primeira loja. Outros dados históricos indicam o Rio. Porém, pois, o historiador Wesley Jorge Freire escreveu “Outros autores dizem que a primeira loja maçônica brasileira foi instalada em 1802, na Bahia, sob o nome “Virtude e Razão”. Outros escreveram que a primeira loja instalada teria sido a “Constância e Filantropia”, foi fundada no Rio de Janeiro em 1803, sob o auspício do Grande Oriente Lusitano. No início, no Brasil, as lojas foram criadas por delegação do Grande Oriente Lusitano e também do Grande Oriente Francês.
Mas a 17 de junho de 1822 formou – se o Grande Oriente do Brasil, sendo o seu primeiro Grão Mestre, o irmão José Bonifácio de Andrada e Silva. O novo poder maçônico brasileiro conseguiu ser reconhecido pela maçonaria da França, Inglaterra e Estados Unidos.
A partir daí começou a grande influência dos maçons, mediante sigilo, frente aos deputados, imprensa, igrejas e outras agremiações sociais da época que estavam engajadas na luta para a emancipação dos nossos irmãos negros. Entre as grandes lideranças maçônicas: Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Antonio Silva Jardim, José do Patrocínio , escreviam, discursavam e manobravam em favor da raça negra.
O movimento abolicionista estava ligado diretamente ao movimento republicano. Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho e Salvador de Mendonça organizavam um clube republicano no Rio de Janeiro; e um mês depois lançaram um manifesto á nação através de um jornal próprio, a República. Ao todo, no Brasil, foram criados 273 clubes republicanos ligados a Sociedade Abolicionista.
Dentro dos clubes republicanos, Machado de Assis assume a liderança do culto cívico á Tiradentes. O Objetivo era glorificar Tiradentes, em exaltar o herói da Inconfidência Mineira; o poeta candoreiro, Castro Alves escreveu e encenou a peça “Gonzaga e a Revolução de Minas” era do mesmo modo a glorificação de 21 de abril. Era uma forma de expansão do sentimento nativista e de oposição á monarquia.Tanto assim que, depois de 1870, passou Tiradentes a ser um símbolo republicano.Funda – se clubes com o nome Tiradentes, festejava – se o 21 de abril, encenava a Inconfidência Mineira constantemente.
Sigilosamente, por trás dos clubes republicanos estava a atuação das Lojas Maçônicas. A Igreja Católica trabalhava a favor da Abolição. Padres e Freis promoviam sermões inflamados em suas missas; mas nunca trabalharam em parcimônia com os maçons. Ao contrário, a Igreja Católica nunca gostou dos maçons, muitos foram os entreveros.
E nessa luta, o Estado de São Paulo saiu á frente graças a algumas leis estaduais, criou – se um fundo de emancipação. Esse fundo funcionava por meio de repasse de verbas para os municípios que comprassem os escravos com o intuito de garantir a libertação.
Á medida tinha como objetivo incentivar a contratação de estrangeiros que representavam uma mão de obra mais barata, tanto que em meados em 1884, o Estado começou a subsidiar a vinda de imigrantes para o Brasil (1). Foi, justamente, essa medida que alavancou o Estado de São Paulo e tornou o primeiro em desenvolvimento.
Mas em outras regiões a situação do quadro social era de desespero “No Rio de Janeiro, muitos foram os fazendeiros que sucumbiram á lei, por suicídio, por desespero, perdendo fortunas, sem decisão para prosseguirem sem seus caminhos, em suas tarefas, sem o braço escravo (2)”.
E, assim, a monarquistas e os escravocratas foram vencidos pelos republicanos e abolicionistas.
Com muitas publicações em jornais, discursos nas calçadas dos clubes republicanos, os republicanos e abolicionistas foram convencendo a grande massa humana brasileira, sendo a convenção republicana de Itu – SP, um dos pontos chaves do movimento. Quando a 13 de maio e, finalmente, promulgada a lei de libertação dos escravos, em todo o país comemorava – se o fato dado pelas mãos da princesa Izabel.

Referência bibliográfica; (1) Jornal Folha de Ribeirão; (2) Livro Abolição de Marilusa Moreis Vasconcelos e a revista “União e Trabalho”.

Os maçons, segundo alguns historiadores, no ano de 1800, portanto, oito anos após o trágico final do movimento mineiro, formaram a primeira loja maçônica brasileira que se chamou “União”. Mas, temos dados que em Minas Gerais, ainda no século XVIII já teríamos dito a primeira loja. Outros dados históricos indicam o Rio. Porém, pois, o historiador Wesley Jorge Freire escreveu “Outros autores dizem que a primeira loja maçônica brasileira foi instalada em 1802, na Bahia, sob o nome “Virtude e Razão”. Outros escreveram que a primeira loja instalada teria sido a “Constância e Filantropia”, foi fundada no Rio de Janeiro em 1803, sob o auspício do Grande Oriente Lusitano. No início, no Brasil, as lojas foram criadas por delegação do Grande Oriente Lusitano e também do Grande Oriente Francês.
Mas a 17 de junho de 1822 formou – se o Grande Oriente do Brasil, sendo o seu primeiro Grão Mestre, o irmão José Bonifácio de Andrada e Silva. O novo poder maçônico brasileiro conseguiu ser reconhecido pela maçonaria da França, Inglaterra e Estados Unidos.
A partir daí começou a grande influência dos maçons, mediante sigilo, frente aos deputados, imprensa, igrejas e outras agremiações sociais da época que estavam engajadas na luta para a emancipação dos nossos irmãos negros. Entre as grandes lideranças maçônicas: Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Antonio Silva Jardim, José do Patrocínio , escreviam, discursavam e manobravam em favor da raça negra.
O movimento abolicionista estava ligado diretamente ao movimento republicano. Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho e Salvador de Mendonça organizavam um clube republicano no Rio de Janeiro; e um mês depois lançaram um manifesto á nação através de um jornal próprio, a República. Ao todo, no Brasil, foram criados 273 clubes republicanos ligados a Sociedade Abolicionista.
Dentro dos clubes republicanos, Machado de Assis assume a liderança do culto cívico á Tiradentes. O Objetivo era glorificar Tiradentes, em exaltar o herói da Inconfidência Mineira; o poeta candoreiro, Castro Alves escreveu e encenou a peça “Gonzaga e a Revolução de Minas” era do mesmo modo a glorificação de 21 de abril. Era uma forma de expansão do sentimento nativista e de oposição á monarquia.Tanto assim que, depois de 1870, passou Tiradentes a ser um símbolo republicano.Funda – se clubes com o nome Tiradentes, festejava – se o 21 de abril, encenava a Inconfidência Mineira constantemente.
Sigilosamente, por trás dos clubes republicanos estava a atuação das Lojas Maçônicas. A Igreja Católica trabalhava a favor da Abolição. Padres e Freis promoviam sermões inflamados em suas missas; mas nunca trabalharam em parcimônia com os maçons. Ao contrário, a Igreja Católica nunca gostou dos maçons, muitos foram os entreveros.
E nessa luta, o Estado de São Paulo saiu á frente graças a algumas leis estaduais, criou – se um fundo de emancipação. Esse fundo funcionava por meio de repasse de verbas para os municípios que comprassem os escravos com o intuito de garantir a libertação.
Á medida tinha como objetivo incentivar a contratação de estrangeiros que representavam uma mão de obra mais barata, tanto que em meados em 1884, o Estado começou a subsidiar a vinda de imigrantes para o Brasil (1). Foi, justamente, essa medida que alavancou o Estado de São Paulo e tornou o primeiro em desenvolvimento.
Mas em outras regiões a situação do quadro social era de desespero “No Rio de Janeiro, muitos foram os fazendeiros que sucumbiram á lei, por suicídio, por desespero, perdendo fortunas, sem decisão para prosseguirem sem seus caminhos, em suas tarefas, sem o braço escravo (2)”.
E, assim, a monarquistas e os escravocratas foram vencidos pelos republicanos e abolicionistas.
Com muitas publicações em jornais, discursos nas calçadas dos clubes republicanos, os republicanos e abolicionistas foram convencendo a grande massa humana brasileira, sendo a convenção republicana de Itu – SP, um dos pontos chaves do movimento. Quando a 13 de maio e, finalmente, promulgada a lei de libertação dos escravos, em todo o país comemorava – se o fato dado pelas mãos da princesa Izabel.

Referência bibliográfica; (1) Jornal Folha de Ribeirão; (2) Livro Abolição de Marilusa Moreis Vasconcelos e a revista “União e Trabalho”.

A Maçonaria na Independência da América Latina




Vimos as participações dos maçons no movimento da Inconfidência Mineira e no movimento Abolicionista, agora leremos um pouco sobre a influência do lema Igualdade, Fraternidade e Liberdade na América Latina.
As revoluções dos paises latinos americanos estão todas inseridas nos ideais maçônicos oriundos dos ideais Franceses e dos maçons ingleses.
O venezuelano Simom Bolívar (1783 – 1830) foi um dos mais influentes nessas lutas liberdatárias, não esteve sozinho nesses ideais. Ele foi pupilo de um outro maçom revolucionário André Bello (1785 – 1865).
Simom Bolívar foi iniciado na Loja Maçônica Lautaro, de Londres. Andou por toda a América. Em Ayacucho marca uma clara linha divisória na história americana. Não só determina a liberdade do Peru e também a criação de um outro estado americano, a Bolívia. O seu poder substitui naquele momento o antigo poder na Espanha.
Bolívar enfrentou problemas extremos, advindos, principalmente da ordem cultural de nossa formação indígena. Mesmo impondo a liberdade aos povos, viu antes de morrer: a Colômbia, a Venezuela e a Bolívia anarquizadas. Talvez, se estivesse vivo hoje, veria o mesmo nesses países. Quem não nota as atrapalhadas de um Hugo Chaves colocando o futuro de uma Venezuela numa encruzilhada política, encurralando o futuro do povo Venezuelano, com o seu socialismo arcaico, o mesmo arruinou Cuba de Fidel Castro!
Bolívar determinou a liberdade do Peru e garantiu e liberdade da Bolívia. Hoje, os bolivianos veem o Brasil como um país imperialista. Da mesma forma que nós, os brasileiros considerávamos os Estados Unidos nas décadas de 1960 e 70. O sonho de Bolívar era ver a América do Sul unida. Deixou cinco países libertos. Mas, se ele pudesse ficar vivo veria muitas guerras entre os “hermanos”. Trinta e cinco anos após a sua morte aconteceria a maior guerra do continente, entre Brasil e Paraguai, com o envolvimento da Argentina.
Bolívar este ligado a Andrés Bello e a José de San Martin. Martin, este foi o idealizador do lema “Liberdade, Igualdade e fraternidade”. Bello foi o criador da Universidade de Buenos Aires. Todos eles freqüentaram a Loja Grande Reunião Americana fundada pelo imortal venezuelano, Francisco Miranda. Miranda foi um general das forças de Napoleão. Lutou pela independência dos Estados Unidos, colaborando com as vitórias de Washington.
Bolívar, Bello, Miranda, Martin também tiveram passagem pelas lojas maçônicas da Inglaterra e da França, principalmente em Montepllier, grande centro maçônicos e difusores do iluminismo.
A maçonaria era uma só nação. Da mesma forma que o venezuelano Miranda foi ajudar na luta pela independência norte – americana, o Lorde inglês Thomas Alexander Cohrane ajudou Bolívar a realizar a independência chilena e depois veio ao Brasil para ajudar as tropas do imperador D.Pedro I (Ler Livro : “História do Brasil, uma mulher entre os soldados”.): igualmente, o maçom John Grenfhel veio ao Brasil para dar a sua força e ajudar no cerco a esquadra portuguesa no litoral da Bahia. D.Pedro I tornou-se maçom, e se afastou após os primeiros contatos e reunião, desconfiou ser uma ameaça ao seu trono de Imperador.
No entanto, toda essa irmandade maçônica dos latinos não se estendia a eles – franceses e ingleses – quanto se referia a libertação de suas colônias. Apesar das principais lojas maçônicas do mundo estarem em Londres e Paris, as colônias inglesas e francesas só começaram a se libertarem na primeira metade do século XX.Eles (os franceses e ingleses) revolucionaram as terras das colônias portuguesas e espanholas,pregando os ideais de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Justiça” , mas deixaram intactas as terras das colônias inglesas e francesas.E a história sempre se repete.Eles, antes quiseram o nosso açúcar, o açúcar dos latinos e brasileiros , agora, eles querem o etanol dos brasileiros.
E os espanhóis ficaram traumatizados com a maçonaria depois de perderem todas as colônias; hoje, Juizes, Promotores, delegados, fiscais ao passarem em concurso têm que declarar se são maçons, se mentirem estão fora!


O caráter maçônico da Inconfidência Mineira





Este mês comemoramos o 222° aniversário da Inconfidência Mineira. O movimento deu – nos o mártir da Independência, Tiradentes. Em Ituverava a sua figura é patrono de uma de nossas ruas e também da polícia Civil.
Poucos historiadores e professores comentam que o movimento da Inconfidência Mineira tenha sido movimento de caráter maçônico. Porém, pois, inúmeros historiadores escreveram sobre o assunto: Joaquim Norberto de Souza, Dr.Felício dos Santos, Gustavo Barroso, Lúcio José da Costa. Estes são alguns estudiosos que provaram ter sido a Inconfidência Mineira um movimento de caráter maçônico.
A Inconfidência Mineira reserva muitos mistérios aos estudiosos do tema. Para iniciar, vemos a iniciativa de José Joaquim da Maia, estudante da Universidade de Montpellier, grande centro maçônico. Ele tentou já em 1786, na Europa, auxílio dos Estados Unidos, que para ele seria decisivo para o sucesso do movimento mineiro. Vejam que este episódio foi um pouco antes de Tiradentes entrar no movimento como líder.
O historiador Joaquim Norberto de Souza escreveu em sua obra que há um pormenor de real importância, na primeira carta de Maia ao maçom e Percussor da independência norte – americano, Thomas Jefferson. Joaquim da Maia solicitou que a resposta do ministro dos Estados Unidos fosse dirigida a Mr.Vigaron, professor da Universidade de Montepllier.Por que a indicação?Por que o estudante carioca envolveria em tão grave assunto?Por que lhe depositava tal confiança a ponto de fazer dele um intermediário? São perguntas do historiador que ficam no ar.
Norberto de Souza acha que na Universidade de Montpellier ou com alunos dela, funcionam várias lojas maçônicas, inclusive uma, constituída em sua maioria por professores. Talvez, um deles fosse o professor Vigaron, irmão maçônico de José Joaquim da Maia.
Esse episódio de Maia em França fora descoberto mais tarde pelas autoridades portuguesas. As autoridades ficaram apavoradas. Joaquim Maia teve uma morte misteriosa. Pouco se fala da morte prematura de Maia. Os historiados não encontram subsídios para se aprofundarem no tema.
O Visconde de Barbacena, o então governador da província de Minas, considerou o fato “digno de maior e mais particular averiguação” e ordenou a feitura de um auto separado de todas as circunstâncias. ”Exigiu cópias autênticas e urgentes, o que bem demonstra a relevância que atribuíram o assunto”.
O movimento dos inconfidentes era formado por três linhagens. A dos militares, a dos intelectuais - acadêmicos e do clero. Seis foram os padres que participaram, apesar de a Igreja Católica, na época, ser contra a maçonaria. s.
Tomás Gonzaga, Cláudio Manuel, Alvarenga Peixoto, Álvaro Maciel e o Cônego Luis Vieira eram os intelectuais do movimento. Maciel em Londres estudou mineralogia, freqüentou a Loja Grande Reunião Americana fundada pelo imortal venezuelano, Francisco Miranda. Os ingleses estavam interessados na liberdade de todas as nações do continente americano. Queriam aumentar o mercado de consumo. Por isso esse apoio que partiu da maçonaria.
Miranda foi um general das forças de Napoleão. Depois lutou pela Independência dos Estados Unidos, colaborando para a vitória de Washington em York Towun. Não é á toa que a planta da cidade de Washington,capital dos Estados Unidos seque as linhas da simbologia maçônica.Em paralelo na América do Sul, os líderes maçons :Sucre, San Martin,Bolívar através dos ideais da Liberdade , Igualdade e Fraternidade receberam apoio de Miranda e tentaram a independência dos países da América Espanhola e conseguiram.Na época eram apenas quatro países.
Tomás, Cláudio e Alvarenga estudaram em Coimbra e o Cônego Luis Vieira teve a maior biblioteca da então Vila Rica do século XVIII. Mais tarde chegaria a Minas, o médico Amaral Gurgel, também procedente da Europa. O grau de intelectualidade era fora do comum e tiveram acesso aos meios acadêmicos e intelectuais dos mais relevantes da Europa.
As lojas maçônicas quais, Maciel, Maia e Gurgel passaram na Europa foram freqüentadas por Voltaire, os geômetras: La Place e D’Alembert, o naturalista Lamarck. Não foi á toa que Pedro Calmom escreveu: “A Maçonaria Mineira correspondeu a um reflexo desse estado geral do espírito da Europa. Os intelectuais ao chegarem a Minas viram um Estado sem estrada, sem infra – estrutura , sem serviço de saúde e escola.O Brasil estava dois séculos atraso.
Talvez, se Maia voltasse ao Brasil, depois de ter vivido entre os homens cultos da Europa, como ele se comportaria frente a Tiradentes?
Tiradentes fora um homem rude. Não era dado as letras. Mas gostava de freqüentar as altas rodas. Pelo que consta não teve tanta cultura para entender o movimento Iluminista da Europa. Porém, sabia que o cidadão de bem tinha que ter liberdade, Viu que muitos brasileiros, pais de família, homens trabalhadores enfrentavam uma espionagem intolerável. Por toda a parte havia um espião. Apesar de sua “ignorância” em relação ao grupo de intelectuais, teve na coragem, a sua principal virtude.
Os primeiros contatos de Tiradentes com a Maçonaria foi com Álvares Maciel. Acredita – se que ele fundou a loja maçônica de Tejuco – Hoje Diamantina.
O problema de Tiradentes: não gostava de guardar segredos. Guardar segredos é o primeiro passo para ser um maçom. Por causa desse comportamento estabanado, foi chamado de louco por Tomás. Isso esta bem claro no livro de Augusto de Lima Júnior: ”Iniciado na Maçonaria , Tiradentes tomava parte nas reuniões , no Rio de Janeiro e pregava suas doutrinas onde quer que passasse”, escreveu Lima Júnior. As Liras de Tomás em “Marília de Dirceu” também notamos o trecho em que Tomás chama Tiradentes de louco.
Se ele falasse menos não teria dito um amigo que considerava dileto: Joaquim Silveira dos Reis, o traidor. Silvério dos Reis aproveitou desse erro de Tiradentes: Falar demais. Silvério fez as delações quando Tiradentes se encontrava no Rio de Janeiro, preparando os arranjos finais do levante.
Mas, depois que Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro surgiu nas ruas de Ouro Preto, o misterioso embuçado. Segundo os historiadores era uma pessoa ligada ao movimento, podendo ser até mulher. Notícia naquele tempo era uma preciosidade. Com todos sendo espionados, alguém se disfarçou. Andando pelos becos mal iluminados, tentando contar ao poeta Tomas, que Tiradentes havia sido preso no Rio de Janeiro e que seria muito bom se ele (Tomás) fugisse.
Fica mais duas perguntas. Como seria Joaquim da Maia ao lado de Tiradentes? Como seria a Inconfidência Mineira se Maia não tivesse uma morte prematura? E quem era esse tal embuçado?

“Fundamentos em “Poesias dos Inconfidentes”: Editora Aguilar e os “Forjadores do Mundo Moderno”: Editora Fulgor. .



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

História do Futebol: Justino Campeão do Estado de 1970

Em 1970 o Brasil ganhou a Copa do Mundo de Futebol disputada no México e o esporte passou a ser cada vez mais paixão da meninada. A Escola Estadual Instituto de Educação Capitão Antonio Justino Falleiros montou um grande time Infanto Juvenil de Futebol.

Os treinos eram realizados no Campo dos Mecânicos, onde, hoje é a Praça Odilon Teixeira, precisamente, a Praça da Santa. O treinador era o professor de Educação Física Ezio Athaide de Souza, o pai do apresentador do CQC, exibida pela TV Bandeirantes, Marcelo Tas. O time do Justino foi vencendo as etapas estaduais da região de Franca, de Ribeirão Preto até chegar aos jogos finais disputado no Campo do Nacional em São Paulo em outubro de 1970. O mesmo campo usado pela TV tupi que realizava torneios e futebol da meninada que era transmitido pela televisão. Na época era o campeonato Dente de Leite, para meninos de até 12 anos de idade, organizado pelo narrador Walter Abrhão.

O time de Ituverava ficou uma semana jogando em São Paulo até fazer a final com time de colégio paulistano, voltando com o título de Campeão Estadual e a partida final foi exibida em vídeo taipe pela TV Cultura.

A delegação de Ituverava foi chefiada pelo professor da Língua Portuguesa, José de Assis.

A foto mostra a chegada do time campeão em desfile pela avenida Dr. Soares de Oliveira.

Os atletas que defenderam a escola: Fernando Solera, João César, Saninho, Romes,Cristiano,Camilo Sandoval, Luis Amendola, Marcos Sampaio, (Grilo) ( São os que aparecem na foto, com o professor José de Assis no centro), outros atletas:Totali ,Oswaldo Tinasi, Dingão Maeda (irmão da primeira Dama Delfina Maeda) e Luis Eduardo (Barra).

Até hoje a taça de quarenta anos de existência está guardada na sala de troféus do Instituto de Educação Cap. Antonio Justino Falleiros.

Procurando á Porta


Procurando á Porta

Procurei a noite toda uma porta. Não era só minha. Era a nossa porta. Sintetizava tudo o que eu queria naquela noite coruscada de estrelas. A porta! .E onde encontra – lá? Mais tarde descobri que está no altíssimo de um morro da minha cidadezinha. Mas qual é este morro? Tantos são os morros e também nunca me interessei subir rumo ao altíssimo de um morro.Afinal me falta tudo! Até preparo físico.

Fui caminhando procurando este morro! Acho que caminhar perdidamente é mais difícil que procurar uma porta. Eu queria mudar de porta .E mudar de porta precisa tanto de esforço.

Nunca havia olhado para cima, como olhava aquele instante. Passou a chover. Mas continuei a olhar para cima. Na rua não havia sarjetas e sim regos por onde a enxurrada cachoeirava em muitos pontos, fazendo um barulho gostoso, era o cachoar das águas.

De hora pra outra vi uma luzinha, bem no alto do morro. Parei. Olhei. Observei. Era uma igreja. Gozado! Nunca havia visto aquela Igreja. Não sei de qual religião. Como andei desapercebido da vida esses anos todos. Sei que para chegar até lá é preciso vencer uma subida íngreme, de uma rua torta.

Olhe – a .Só de olhar aquela rua íngreme e torta já me sinto cansado.Como é dizer dos poetas – “ Cansar pelos olhos “

Dei o primeiro passo. Ainda caia alguns pingos de chuva. Senti – me patinar na água barrenta. Ouvi um grugulejar no contato de meus pés com o barro.

À medida que ia subindo, vi que a rua serpenteia o morro, como um rio em meio a uma selva. Subi um pouco mais. Consegui enxergar um pedacinho da lua. E alua a partir daquele ponto passou a ser a minha bússola.

A noite voltou a ficar pontilhadas de estrelas! O luar se fez aos céus da noite e alumiou a rua torta. Vi que havia muitas pedras e muitos espinhos.O morro tem também muitas penumbras das árvores. Cheias de mistérios .Mistérios que não se explicam por eles mesmos.

Nuvens que passam e encobrem o plumbleo céu. De um lado ou de outro se vê nesgas de céu estrelado. Os insetos siciam por entre as luzes dos candelabros. A coruja protogoniza mais um vôo e dá mais um pio. Enquanto um velho deixa - se ter preguiçosamente numa rede. E ele me perguntou.

- Onde vai rapaz?

- Vou indo, procurando a minha porta

- E lá em cima têm duas portas

- E, eu sabia que existiam essas portas. Mas eu quero uma só, meu amigo

- Lá você escolhe – respondeu o velho, acendendo o seu cigarro de palha.

Olhei mais uma vez para o lado. Vi a lua alumiar cada vez mais. E parece crescer, talvez, porque me aproximo daquela bola de prata .

Um bêbado decadente passou por mim. Vejo também um casal de namorado se abraçar debaixo das penumbras de uma árvore; vi também uma invulgar figura de mulher A janela de uma casinha. Outras janelas. Pareciam me chamar; porém, olho para cima e já vejo a Igrejinha por inteira .

Quando mais aproximo , mais a lua cresce, mais a Igrejinha se torna uma igreja.

Instantes depois, cheguei!

Olhei para baixo e vi a minha cedadezinha com as suas luzinhas tremeluzentes. Virei o rosto e vi a Igreja e a lua que parecia balouçar. Andei mais um pouco e ouvi um som de violino. O som tornou – se um rastro agradável. Fui caminhando seguindo o imã do som. Até que fiquei de frente da Igreja. Havia uma porta de cada lado da igreja . Mas atraído pelo som do violino escolhi a porta. É uma porta estreita. Lá dentro vi uma bela moça, tocando o violino.

Ela me olhou e disse – me

- Até que enfim você veio!

- Maria , é você

- Sim , em carne e osso.

- Por que você sumiu por todos esse tempo?

- Não sumi, é impressão sua.

- Impressão?

- Sim! Todo esse tempo você habitou em outra porta. Vá lá fora e veja.

- Eu fui e observei tudo e voltei.

A lua já na era tão grande e nem a rua torta. Ao retornar disse:

- Estranho, parece que eu sai daquela porta e nem notei; pois, em verdade subi foi um morro que me faz transpirar em bicas.

- É assim mesmo! Quem sai da porta larga e volta à porta estreita, parece subir aos céus.

Do Editor.

Depressão á beira mar

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Numa pequena cidade de um longínquo país um homem caminhava pelas ruas. Estava com o coração angustiado. Uma tristeza cortava – lhe o coração. Apesar da beleza do lugar, do carinho da família, do dinheiro que possuía, dos bens materiais que conseguiu com o seu esforço no trabalho, vivia mergulhado um estado depressivo da alma.

Caminhava o homem rumo á praia. Seguia com os seus passos cambaleantes como se tivesse bêbado ou muito exausto. Sua mente desgostosa estava um torvelinho de pensamentos negativos e destrutivos.

E naquele país, no mês de março as noites chegavam mais cedo em meio a uma friagem fina e seca e rapidamente vinha uma escuridão aparatosa.

E nesse ambiente surge o homem cambaleando e subindo os rochedos que vizinhavam com as águas do mar, teve que fazer um esforço inaudito para chegar ao cume daquela montanha de rochas.

Chegou cansado, ofegante e apesar do frio e por causa de seu esforço o suor principiava sair pelos poros da pele.

Cada vez mais a sua mente comungava com o torvelinho de idéias desastrosas e lá do alto passou a ver o mar iluminado pelo pálido clarão do luar, e desse luar via – se também as alvuras das praias.

E o homem no cume do rochedo, com um olhar de doente, arrasado pelos sinais de energia negativas, veio – lhe á mente as imagens das noites quando ele e os amigos nobres se festejavam uns aos outros, noites distantes, perfumosas.

Veio – lhe a mente a sua mãe, o seu pai. Ambos distantes no tempo.

Veio - lhe a mente as conquista do trabalho, os amigos também do trabalho.

Veio – lhe a mente a sua mulher, o seu coração passou a bater descompasssadamente,;veio – lhe a mente os seus filhos e o sangue fluía quente nas artérias.

Ele, ali sentado no cume de um rochedo com todos aqueles pensamentos apimentados pela angustia, um aperto no peito, envolto no silêncio preenchido pelo murmúrio do mar, do vai-e-vem das ondas.

A angustia oprimia – lhe cada vez mais e a vontade de pular lá do cume para o último mergulho.

- Quem sabe eu pulando eu ponho fim em tudo isso – disse para si.

Ele pensou em pular. Toda vez que ameaçava pular olhava para as estrelas, que brilhavam com grande fulgor. Brilhos e mais brilhos intensos tão distantes e impassíveis na noite misteriosa.

- Eu sei que vou deixar todos e tudo. Não agüento mais o que sinto. Não sei de onde vem tanta tristeza, tanta agonia – mais uma vez falou consigo.

Toda aquela tristeza emoldurada por uma noite luminosa e serena. As estrelas coruscando os céus. As árvores ao longe formavam na orla da praia doces penumbras.

Nem toda beleza natural noturna daquela praia espantava a angustia e a tristeza daquele homem.

E lá longe surgiu um navio sincrando as águas, ia abrindo um longo sulco que se prateava pela luz do luar.

O navio tinha um forte luzeiro que ia alumiando á lua frente formando um contraste entre dourado nas águas da luz artificial e o prateado da luz lunar.

E naquele instante o homem no cume do rochedo passou a acompanhar com os olhos aquele cruzeiro, de tão forte luz.

O navio sincrava rapidamente. E ele perscrutava com os olhos.

Era um navio que transportava foragidos de uma guerra que acontecia num país vizinho. A guerra já arrastava anos e não havia soluções á vista.

O navio foi se aproximando da praia. A luz era tão forte que atraiu muita gente a espera da embarcação que se aproximava até que o barco ancorou na areia.

Começaram a sair às pessoas da embarcação.

Muitas daquelas pessoas precisam de ajuda para caminhar, outras estavam mutiladas, outras pessoas precisavam de macas. O homem que estava no cume do rochedo vendo aquilo tudo, desceu com uma ligeireza impressionante.Quando faltavam três metros da areia, ele deu um salto e pisou firme e seguiu correndo. Ao chegar perto da embarcação, perguntou:

- Precisam de ajuda?

Um homem vestido de branco respondeu – lhe.

- Sim, ajude a colocar esse homem na ambulância.

Um outro, disse:

- Segure essa maca

Um outro, falou:

- Segure essa caixa de medicamentos.

Um outro homem disse:

-Ampare aquele senhor até a ambulância voltar.

Um outro homem disse:

- Entre na ambulância e segure o doente até o hospital.

Aquela operação de socorro foi até ao amanhecer, e o homem do rochedo ao voltar para casa sentia – se com o espírito aliviado, sem a tristeza e a angustia no coração. No dia seguinte voltou ao hospital e mais uma vez lançou seus préstimos aos doentes, quando se viu já estava engajado nas campanhas de paz do pais e nunca mais pensou em voltar ao rochedo.

Nel Ramos Pereira

Ituverava de Outrora


A foto é de 1927 – Painel do Centro Telefônico com capacidade para 80 linhas. O Sr.Newton Freire de Alvarenga Vianna (Netinho) foi o primeiro diretor – proprietário da empresa telefônica de Ituverava.

Porém, a História do Telefone em Ituverava teve início em 1907, 30 anos depois de alguns aparelhos instalados do Rio de Janeiro. O primeiro concessionário foi o Sr.Jerônimo Barbosa Sandoval, que ligou Ituverava a Ribeirão Corrente.

Já em 1914 já havia 15 assinaturas. Em 1917 subiu para 25 aparelhos instalados.

Os primeiros tempos da telefonia em Ituverava não foram fáceis. Em junho de 1917, o serviço telefônico da cidade não era satisfatório fato que vinha trazendo aborrecimentos e exaltação. Alguns mais exaltados arrancavam os fios desligando – os do aparelho por não poderem falar dentro do perímetro urbano.

Em 1927, a empresa foi adquirida pelo Sr.Newton Freire de Alvarenga Vianna (Foto) e só em 1935 é que foi estabelecida a ligação com as cidades de São Joaquim da Barra, Orlândia e Igarapava.

Os problemas eram inúmeros, entre eles os de fios cruzados e um funcionário da empresa percorria com um bambu para descruzar os fios.

Em 1945 chegamos a 100 telefones. Em 1957 Ituverava, Guará e Miguelópolis se uniram e unificaram a empresa. Um ano depois Ituverava voltou a ficar só e foi criada a empresa “Telefônica de Ituverava S.A.”. Com a criação dessa empresa verificou – se uma profunda melhora. Os Ituveravenses que administraram a empresa: Athayde Barata Dias; Francisco Basileu Barbosa, Airton Alves Ferreira; Alfredo Cardoso Pimenta, Santinho Barrachi, José Antonio Salgado, Benedito Trajano Borges.

Em setembro de 1964 a Cia de Telefônica do Brasil Central de Uberlândia. - MG comprou as ações da empresa de Ituverava e até hoje explora os serviços de telefonia.

História do Esporte: Pereirinha

José de Abreu, hoje, patrono do Ginásio de Esporte da Associação Atlética Ituveravense , em sua época , conhecida por todos como Pereirinha foi uma das maiores expressões do Basquete dos anos 1960 e 70 e início de 1980. Por mais de uma década comandou o Basquete na cidade.

  1. Formou vários guintetos que defenderam as cores da Associação Atlética Ituveravense, disputando partidas e torneios que iam da cidade de Orlândia até Uberlândia – Minas Gerais.

Antes da construção do Ginásio de Esportes da Associação, no local havia uma quadra descoberta onde havia jogos disputados todas as semanas.

Uma das partidas que ficaram na memória dos jovens na época, foi um parida disputa pelo time do Pereirinha contra o Juvenil do Amazonas - Franca e , também, uma apresentação especial do mesmo time francano, que foi várias vezes campeão Sul – Americano e aqui na cidade se apresentaram os jogadores da seleção brasileira : Hélio Rubens , Toto e Carlão.

Entre os principais jogadores da A.A. I dos anos 1970 e 80: Athayde (funcionário da Fundação Educacional) Camilo (Dono do Távola) Luis Amêndola (Fornalha),Luis Edurado Nogueira (proprietário da Nogue ) e Téo Mattar (Médico em Ribeirão Preto), Fábio Bombig (do cartório) ; José Dirceu Tardell; Coelho (engenheiro em Belo Horizonte).

Outros jogadores da década de 1960 : Valter Cury, Raul Chiconell; Luis Cavalcanti; Leca e Eloy; Dagoberto Furtado, Camilo Cury , José Colim, Walternor Maual, Kalil e Donato Cavalcante. Pereirinha é pai do Zézito, dono da Livraria Vanguarda.